sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

o vento entra
pelos meus muitos corredores
agitando as sedas e rendas
das minhas vestes
e dos meus mistérios,
e as folhas e flores
do meu jardim secreto.
na ciranda das muitas faces
eu sou um mundo.
e sou tão anônima quando
a água funda do mar a dentro.
o vento percorre calado
pelos meu túneis cavados
na rocha bruta
e toca minha pele rude
cheia de poros e lembranças.
meu coração está frágil
e está se abrindo
assim como o mundo
se abre na primavera.
o vento balança minhas asas
e me avisa
que já é hora
de ir para casa.
e minha casa estará
onde você estiver ...

:)

As palavras sempre ficam. Se me disseres que me amas, acreditarei. Mas se me escreveres que me amas, acreditarei ainda mais...
Se me falares da tua saudade, entenderei. Mas se escreveres sobre ela, eu a sentirei junto contigo...
Se a tristeza vier a te consumir e me contares, eu saberei. Mas se a descreveres no papel, o seu peso será menor...
Lembre-se sempre do poder das palavras. Quem escreve constrói um castelo, e quem lê passa a habitá-lo...

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Resposta

Fui preso neste turbilhão do vento, a minha vida tem sido fiação um embaraço na minha cabeça, conversas de longa distância perfazem para eu não estar lá. E agora estou voltando para casa, estou indo para casa, para você novamente, depois... Eu espero que você sinta o mesmo. Espero que as coisas mudem... Fiquei trancado dentro desse espaço, desconhecendo a vida normal que tive. Frustração ao construir um alicerce, escrevo esta carta para que você saiba que eu vou estar de volta ... Eu espero que você sinta o mesmo! Não posso parar, não posso deixar de pensar sobre o que você faz quando está sozinho. Vamos ir direto ao ponto: Volte no tempo, tempo que nós perdemos, tempo que nós perdemos... Eu me sinto preso com o peso do mundo em meus ombros, esmagando minha cabeça, são pedras feitas de mentiras e pó de todos nós. E quanto aos vínculos que tivemos, que começaram a enfraquecer, escute; Nós não podemos controlar o tempo. Mas... agora eu vou pegar o que conseguir tirar da nossa vida.Me cure novamente. Eu não quero cair diante de ti. Me cure agora. Eu caio.... Me sinto confuso entre dois lados de uma opinião, não sabe o estado em que me encontro, não acredite na confiança para apenas um de nós. E quanto ao erro feito, aquela noite todos nós perdoamos. Foi um pensamento criminoso, mas você deveria pegar o que conseguir tirar dessa vida. Eu nunca disse que não precisava de você, abaixe seus braços e os envolva em mim, os envolva em mim. Pontes vão cair debaixo de nós. Mais nós somos fortes, vamos conseguir. A terra vai abrir e tentar nos empurrar para dentro, mais nós vamos conseguir. Vamos conseguir. Estou cansado de sorrir e então essa é minha queixa. Você não vê que meu rosto está caindo em pedaços? Estou cansado de ser alguém que não sou, por favor, consiga algo para mim sair dessa queda. Estou cansado de aplaudir. Quando eu sei que eu posso fazer o melhor para mim mesmo. Estou cansado de esperar. Cansado de todas essas palavras que nunca importam. Eu amarro todos esses nervos juntos pulando para uma chance de pensar no tempo. Estou investigando sua carta, para ver se suas intenções são boas como as minhas.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Stonehenge

E talvez você estranhe ao me ouvir
Não costumo me comunicar assim
Mas preste atenção quando a chuva cair,
Você vai me ver

Já tentei ser mais do que eu sempre fui
Mas esqueci que é impossível crescer
Pois todo sangue que nas minhas veias flui
Ainda não conseguiu aquecer
Meu coração

Inabalável, não há como fazer você parar
Pra pensar como eu tenho agido nos últimos dias
Em que eu lhe vi

Você não merece tudo que eu ouso sentir
Você não merece tudo que eu ouso sentir
E dói demais

E dói demais ter você assim
Nunca há paz pra você nem pra mim
Por isso eu quero saber o que fazer

E nada mais parece te abalar
E nada mais te faz rir ou faz chorar
Não há ninguém aqui pra você provar que existe
Não há ninguém aqui pra você provar que existe

sábado, 17 de janeiro de 2009

Ria

A idéia de que o mundo sobreviverá até o ano 3000 (e mais) me assusta. Na verdade me deixa triste. Saber que existirão sorvetes, sapatos, camisas sociais, guarda-chuvas, política, tecnologia e até mesmo arte... Me entristece. Profundamente. Isso é tristeza.
As pessoas continuarão a andar nas ruas, construirão prédios, casas e usinas nucleares... Os poemas de amor continuarão a emudecer a gente pobre e acontecerão chateações que todos chamarão de revoluções. A arte continuará pretensiosa e os gordos continuarão a escrever.
Existirão críticos de cinema, autores marginais e sanduíches de grandes redes de lanchonete. Algumas proibições se farão rígidas e vetarão os direitos de alguns...
O Brasil provavelmente continuará a mesma porcaria de sempre, com crianças que enfiam o dedo no nariz e jogam futebol. Os músicos não descobrirão nada de valor e continuarão a explorar a grande mentira que é o som. Sempre foi uma grande mentira. O som.
A linguagem será limitada e existirão Becketts que brincarão com ela. O ser humano vai foder e ter bilhões de filhos... Que serão prostituídos em nome de algo, seja esse algo a religião, a moral, a ética, a rebeldia, a arte, a lógica, o niilismo ou qualquer outro valor sem cor.
Existirão diários, cibernéticos ou não, em que os mesmos idiotas em corpos diferentes vomitarão o lixo em choque às barreiras da linguagem, dos tamanhos dos ternos e chapéus.
As gravatas terão as mesmas cores e o sol, cansado, inspirará os aventurados enquanto a lua fará companhia aos artistas cáusticos, meticulosos, os artistas que procuram por tons e temáticas que imprimam pureza.
Os puritanos continuarão a persuadir seus filhos, enquanto os anarquistas pipocarão pelo mundo em busca do sistema político que quebre tudo como é. A vida correrá solta e os tristes bancos de praça serão sempre os mesmos. O tempo passará nos relógios, e somente neles. As prostitutas realizarão fantasias de pobres meninos das periferias.

Londres poderá não ser mais Londres, mas o céu sempre será o mesmo.

As executivas reclamarão das cores dos escritórios às 18h. Os chapeleiros só figurarão as histórias e fábulas. Lerão os mesmos livros, com palavras diferentes. As padarias venderão pão. O homem se diluirá no tempo e seus filhos viverão uma vida incauta.
Filósofos buscarão verbetes mais complexos e monges cansarão as nádegas sobre os picos da Terra. Templos preencherão espaços. E tudo rodará em 36 rotações, lentamente, enquanto todos inventam-se de alguma forma.
Os namorados serão sempre os mesmos e curtirão praias, sóis e chuvas na janela. Os artistas serão inquilinos de novos caos e se gabarão disso. Os palhaços serão tão vazios como sempre foram. O verbo nunca cessará... E o vazio não vencerá o homem enquanto ele for homem. Até o (des)fim. E é por essas e outras que eu não me envergonho de ser triste.

E apenas triste.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

cantando com maysa.

em um silencio me entreguei
nos teus olhos acordei
e chorando eu quero amar

levai minha lágrima primeira
quis guarda-la a vida inteira
e a ti encontrar

faz do meu corpo teus braços
dos teus os meus passos
me leva pela mão para o caminho

que fez deste encontro distraído
um encontro tão comprido
que nos encontrou

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Nostradamus

Naquela manhã eu acordei tarde, de bode. Com tudo que sei, acendi uma vela, abri a janela e pasmei. Alguns edifícios explodiam pessoas corriam, eu disse bom dia e ignorei. Telefonei pr'um toque tenha qualquer e não tinha. Ninguém respondeu, eu disse: "Deus, Nostradamus forças do bem e da maldade,Vudoo, calamidade!
juízo final então és tu?" De repente na minha frente, a esquadria de alumínio caiu junto com vidro fumê. O que fazer? Tudo ruiu, começou tudo a carcomer, Gritei! Ninguém ouviu e olha que eu ainda fiz psiu!O dia ficou noite. O sol foi pro além. Eu preciso de alguém vou até a cozinha, encontro Carlota, a cozinheira, morta, Diante do meu pé, Zé eu falei, eu gritei, eu implorei:"Levanta e serve um café que o mundo acabou!"

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Pra todo dia.

Como arroz e feijão: é feita de grão em grão nossa felicidade
Como arroz e feijão: A perfeita combinação, soma de duas metades
Como feijão e arroz: que só se encontram depois de abandonar a embalagem
Mas como entender que os dois, por serem feijão e arroz, se encontram só de passagem?
Me jogo da panela pra nela eu me perder
Me sirvo a vontade, que vontade de te ver
O dia do prato chegou é quando eu encontro você
Nem me lembro o que foi diferente!
Mas assim como veio acabou e quando eu penso em você
choro café e você chora leite.

Educado Caducou

Quis que quis que esqueceu
Diz que diz que não falou entendeu mal quem entendeu...
Atento a tanto tempo
Tarimbado que sou
Não respondo a caduco por educado que sou.

Tem que sambar o tango
Tomar o tombo
Aceitar o tapa que a mentira tampa
Manter o tom de tolerância
Tolerando o chato que não se cansa.

vagalumes

Brincando de correr entre vagalumes
Sem querer pegamos uma estrela baixa
Roubamos todas as flores pra esconder perfumes
Estrelas, vagalumes dentro de uma caixa

E foi até estranho, a gente nem deu conta
Talvez na outra ponta, alguém pudesse pensar
Menino vagulume, flor, menino estrela, a brisa mais forte veio te buscar

Pra temperar os sonhos e curar as febres
Inserir nas preces do nosso sorriso
Brincando entre os campos das nossas idéias
Somos vagalumes a voar perdidos...a voar perdidos...

E quando a gente apaga, tudo fica escuro
Mas o medo não vence, pois não "tamos" só
Por de cima do muro, a gente enxerga o mundo,
A fábrica de deus fazendo gente do pó

Deixa pra lá, o que não interessa,
A gente não tem pressa de viver assim
Feito platéia da nossa própria peça, histórias, prosas, rimas, sem começo e fim

Pra temperar os sonhos e curar as febres
Inserir nas preces do nosso sorriso
Brincando entre os campos das nossas idéias
Somos vagalumes a voar perdidos...
A voar perdidos

Folia no meu quarto.

Se água nos olhos do palhaço molha
Menina dos olhos abandonada

Boneca de pano, de pena, chora.. pano
Água nos olhos da gente escorre

Corre beirando boca, ribeirão
Dorme junto ao coração
Faz do peito cachoeira

Leva, lavando, me deixando leve
Que a certeza não escorregue
Feito pedra de sabão

Bola, vidro, janela, bronca, tapa
Dias e dias sem televisão
Fecho porta pra não escutar briga
E, também, pra briga não escutar minha canção

Que faço distraindo a vida
Vou traindo minha sina
Distraindo decisão
Falo coisas que as vezes não faço
Sou boneca, sou palhaço, ponto de interrogação

Todo ser seria
Todo rio riria
Toda flor folia
Abajour pra escuridão

Toda brincadeira começa com alegria
Mas o sino do almoço troca o riso por feijão

Todo ser seria
Todo rio riria
Toda flor folia
Abajour pra escuridão

Toda brincadeira começa com alegria
Mas o sino do almoço troca o riso por feijão

Quero mais careta no retrato
Quero mais folia no meu quarto
Quero mais careta no retrato
Quero mais folia no meu quarto

Brilha onde estiver...

Não há de ser nada, pois sei que a madrugada acaba, quando a lua se põe
O abraço de vampiro é o sorriso de um amigo e mais nada
Não há de ser nada, pois sei que a madrugada acaba, quando a lua se põe
A estrela que eu escolhi não cumpriu com o que eu pedi
e hoje não a encontrei
Pois caiu no mar, e se apagou
Se souber nadar, faça-me o favor
O milagre que esperei nunca me aconteceu
Quem sabe é só você
Pra trazer o que já é meu

Brilha onde estiver
Faz da lágrima o sangue que nos deixa de pé

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009



Brilha! Brilha! Estrela. Brilha! Brilha!
Para mim.
Brilha! Brilha! Estrela. Brilha! Brilha!
Para mim.
Não conte pra ninguém as juras de amor que fiz.

Brilha! Brilha! Estrela. Brilha! Brilha!
Para mim.
Brilha! Brilha! Estrela. Brilha! Brilha!
Para mim.
Não conte pra ninguém as juras de amor que fiz.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

1, 2, 3, 4...

Um dois três quatro
Diz que você me ama mais
Longas noites sem dormir
Foi pra isso que a minha juventude foi feita
Velhas esperanças juvenis estão à sua porta
Te deixaram sem nada
Mas eles querem algo mais

Doce coração, amargo coração
Agora, não posso te dizer a diferença
Confortável e frio, pôs o cavalo atrás da charrete
Aqueles jovens adolescentes esperam
Quem tem lágrimas nos olhos
Muito assustados para viver
Por uma pequena porção de mentira/omissão

1, 2, 3, 4, 5, 6, 9 ou 10
Dinheiro não pode comprar de volta o amor que você teve
1, 2, 3 ,4, 5, 6, 9 ou 10
Dinheiro não pode comprar de volta o amor que você teve

você



Não sou um bom jogador
Não sei dizer frases feitas
Nada parece ser como é
Posterga-se toda dor

Faça-se a razão
Deixo tudo em suas mãos
Tudo que pensei por ontem
Hoje não mais tentar

Quem na vida de bons cidadãos
Ruas iluminadas roupas limpas
Nada parece ser como é
Onde há muros há o que esconder

Faça-se a razão
Embaixo dos olhos da escravidão
Não repita o que fez ontem
Hoje não mais duvidar

Sofrer por você
Viver lutar
De joelhos hesitar
Por não te desejar

Passos largos em direção
Desejos por trás de desejos
Sem te ter amor

Por todas as contas, por todos os objetos
Essa é a tendencia, isso é viver
Por mais coêrencia, mais acertos, muito mais alvos
Muito mais cor

Sofrer por você
Viver lutar
De joelhos hesitar
Por não te desejar

Passos largos em direção
Desejos por trás de desejos
Por tanto te odiar
E por isso cantar
Por isso trabalhar, por isso roubar

Por mais forte que seja
Você está aqui, dinheiro.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Proteção ás borboletas



Eu sou como a borboleta
Tudo o que eu penso é liberdade
Não quero ser maltradado,
nem exportado desse meu chão

Minhas asas, minhas armas,
não servem para me defender
As cores da natureza pedem
ajuda pra eu sobreviver

Você que me vê voando
Como a paz de uma criança
Você sabe a minha idade
Eu sou sua esperança

A ordem da humanidade
não deve ser destruída
quando eu voar me proteja
]sou parte da sua vida

Eu sou como a borboleta...

Corre como um maratonista e gentilmente faz uma pausa para uma única foto. Ele lança objetos como um lançador de dardos. Limpando as ruas com maestria. Quem é este que agrega em si estas qualidades olímpicas? Eles estão em todas as ruas, embora poucas vezes os percebamos, ou notemos o efeito do seu trabalho.

Engraçada e irônica a vida, o manto da invisibilidade pública não permite que os vejamos. No entanto, seu serviço prestado a nós é essencial.

Em contraste a estas personagens, às quais seguramente poderíamos dar o título de heróis, encontram-se os famosos sempre cercados pela mídia tendenciosa, impondo suas crenças e costumes espúrios.

Dos primeiros necessitamos que recolham nosso lixo, nossas imundícies, destes outros, colocamos prazerosamente o lixo que produzem dentro de nossas casas, mudando nosso jeito salutar de viver, tornando-nos prisioneiros de pensamentos hedonistas.

Como não exercitamos o direito de pensar, de criticar, temos a tendência de aplaudir nossos aliciadores, de julgar que eles, com suas mentes diminutas, são exemplos a serem seguidos.

Vivemos enganando e sendo enganados. Somos os comedores de lixo, os fãs do lixo cultural produzido por intermédio da mídia. Enquanto isso, nos aborrecemos com a sujeira das nossas ruas, mas não queremos levantar um dedo para removê-la.

Resta uma dúvida diante de tudo isso: Lixeiro é quem recolhe lixo, ou quem o produz?

Comum?

E percebeu então que tudo aquilo que podia se esperar do fim, era a certeza final de que não bastava a vida para saciar a fome, a cruz e a espada do homem. Na beirada do universo, os estrangeiros se curvam à indiferença: o único sentimento capaz de preencher os pequenos corações cabalísticos que estufam o peito de cada ser humano.
E conformado, pôde enfim deixar correr todos os seus gritos, os seus limites de linguagem, a sua cabeleira desarrumada e o cheiro de suor que consumia seu castelo corporal. Era agora chão, e mais que chão, terra. Fazia parte do mundo por percebê-lo preso a suas entranhas. Fazia mais ainda, parte da verdade absoluta: o absurdo em que se sedimentava sua existência.
Naquela cela cor de chumbo, se dava o reencontro de dois astros unidos pelo destino claro dos que pensam demais.

Homem e mundo. O mundo sendo só do homem. O homem sendo só do mundo.

Agora, mais do que nunca, era preciso subtrair o homem do homem, para enfim chegar ao cume do sentido: a falta de sentido. O despertar do precipício humano.

Delírio.

E esticando-se sobre a imensidão daqueles segundos, percebeu finalmente que não era tarde. Ele se levantou e resolveu dançar. Pois os bancos de praça serão sempre os mesmos: dos males, o pior.
Elevou sua voz, estilhaçada, em sete raios de sete cores sem cores.
Estranho mesmo foi o dia em que o momento percebeu o pobre rapaz no fim da festa:
Ele teve que arrumar as malas. Ele teve que saltar pra fora. Ele teve que ir embora.
Estranha mesmo foi a festa que ele deu no dia seguinte. Irremediável.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Dois sorrisos e meia palavra

Doce como o mel, o seu lábio ao me tocar
Vejo através dos seus olhos verde mar
Quando envolto nos teus braços, me faz voltar
Aos tempos de moleque, quando eu tinha dezesseis
E sem obrigações, eu espantava a lucidez
E por algum motivo eu me encontrei


Você é assim pra mim, meu início, meio e fim
No momento em que vi você sorrir, foi quando eu descobri
A felicidade em si

Lágrimas do céu fazem teu corpo molhar
Nossas mãos pro alto, como se fossem voar
A felicidade incide sobre nosso olhar
Não importa o que aconteça, você vai ser meu par

Você é assim pra mim, meu início, meio e fim
No momento em que vi você sorrir, foi quando eu descobri
A felicidade em si